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São Paulo, Brazil
Pastor, psicanalista, psicopedagôgo

A VIDA PODE SER DIFERENTE

A vida pode ser diferente, basta acreditar nas mudanças pelas quais você mesmo já passou. Olhe-se! Perceba-se e constatará que em muito você já não é mais a mesma pessoa. Não é apenas uma questão de aparência externa, certamente muitas transformações ocorreram dentro de você, fazendo-o enxergar a vida e as pessoas de um modo novo, espero que melhor do que antes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO" - PASTORAL

Pv. 2.10; Gn 1.26,27; Sl 8; Mt 6.26 e 10.31 - “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO”
Já se foi o tempo em que ser tratado tal qual cachorro era algo humilhante e vergonhoso. Diferente de hoje, tempo no qual as pessoas gastam fortunas com os seus cães e outros animais de estimação, na década de 70, alguém humilhado e marginalizado era comparado a um cachorro. “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO” foi um sucesso da música brega da década de 70, gravado pelo cantor Waldick Soriano. Por ser tratado como um cachorro pela sua amada, nessa música, o poeta abre o seu coração e expressa todo o seu sentimento de tristeza e indignação. Observando o tratamento que os cachorros recebem em nossos dias, a poesia da música hoje seria no sentido de pedir para ser tratado feito cachorro. “QUERO SER CACHORRO, SIM”, diria Waldick Soriano. Muitos avós e avôs, pais e mães, filhos e filhas, esposas e maridos gostariam da mesma atenção e cuidado que muitos cachorros e gatos têm de seus donos. Os donos de animais de estimação se dedicam em passear com seus pets, lhes oferecem a melhor alimentação, os vestem com roupas caras e os levam em spa e até em psicólogos. Por outro lado, muitos transferem suas responsabilidades entregando crianças e idosos aos serviços de creches e asilos, ignorando que filhos devem ser criados pelos pais e idosos devem permanecer com a família. Enquanto milhares de crianças morrem de fome e sofrem violências ou são jogadas nos lixos, mulheres são espancadas covardemente e assassinadas pelos seus companheiros, cachorros estão sendo comprados ou adotados e criados feito gente. Cada vez mais cachorros são batizados com nomes de seres humanos; é o animal irracional sendo elevado ao mesmo status de seres humanos e muitos seres humanos sendo rebaixados à condição inferior aos animais. Logo vamos ter seres humanos respondendo aos nomes de Totó, Pingo, Bidu ou Pluto. Quero salientar que tenho dois lindos cachorros, Pingo e Duque, gosto de animais e penso que devemos tratar todos os animais com carinho, respeito e responsabilidade, mas sempre tendo em mente que nenhum animal tem valor igual ou superior ao valor de qualquer ser humano (cf Pv 12.10). Os únicos seres criados à imagem conforme a semelhança de Deus foram os seres humanos. Deus fez a humanidade para o louvor de Sua glória e pôs toda a criação para ser dominada e servir aos seres humanos (cf Gn 1.26,27; Sl 8; Mt 6.26 e 10.31). Jesus Cristo pagou com o Seu sangue na cruz para salvar os seres humanos. Valorizar qualquer outra criatura mais do que o ser humano é afrontar o nosso Criador e Deus. Pense sobre isso! Trate bem os animais, mas trate melhor aos seres humanos! Dedique tempo, carinho e atenção às pessoas a sua volta. Seus familiares, parentes, irmãos de igreja, amigos e demais semelhantes precisam e merecem a sua atenção e cuidado.
Seu servo e pastor Javan Ferreira

ADORAÇÃO E MEDIAÇÃO - HEBREUS 9.1-15

 Hebreus 9.15; Romanos 5.8-11 e Efésios 2:15-16 - ADORAÇÃO E MEDIAÇÃO

1 Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um santuário terrestre. 2 Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar; 3 mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos, 4 que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto; 5 e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente. 6 Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados; 7 mas na segunda só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, o qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo; 8 dando o Espírito Santo a entender com isso, que o caminho do santuário não está descoberto, enquanto subsiste a primeira tenda, 9 que é uma parábola para o tempo presente, conforme a qual se oferecem tanto dons como sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que presta o culto; 10 sendo somente, no tocante a comidas, e bebidas, e várias abluções, umas ordenanças da carne, impostas até um tempo de reforma. 11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo {não feito por mãos, isto é, não desta criação}, 12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. 13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, 14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? 15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

INTRODUÇÃO. A mediação é um dos papéis mais necessários e significativos na sociedade, especialmente em situações de conflitos. É a mediação que estabelece o diálogo e torna possível a conciliação entre partes antes díspares. Mediar é possibilitar a igualdade entre as partes para que a paz seja estabelecida por meio de acordo; e fazer acordo em muitos casos implica em concessões de ambas as partes. É importante ressaltar que ao mediador é indispensável ter credibilidade e sabedoria que lhe conferem poder e autoridade para agir como um conciliador respeitado.
Vamos pensar sobre a mediação aplicada à relação entre Deus e o ser humano. A Palavra de Deus deixa claro que por conseqüência do pecado o ser humano vive em conflito com Deus e que a mediação para a paz entre Deus e a humanidade é realizada por meio de Jesus Cristo; lemos em Romanos 5.8-11 e Efésios 2:15-16: “...Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” ... “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” Diante da condição do ser humano, rebelde e sem crédito para com Deus, Jesus Cristo foi constituído como único mediador entre o homem e Deus, para que o homem possa fazer um novo pacto com Deus e assim poder adorar a Deus com liberdade de acesso ao Pai por meio do Filho. O diferencial da mediação realizada por Jesus Cristo é o fato dEle ser o advogado que faz a mediação e paga a conta com a Sua vida.

- FOMOS RECONCILIADOS COM DEUS POR MEIO DE JESUS CRISTO PARA UMA VIDA DE ADORAÇÃO, FRUTO DA NOSSA INTIMIDADE COM O PAI ETERNO.
- O texto de Hebreus 9 nos permite aprender porque é impossível adorar a Deus sem a mediação de Jesus Cristo.

1- É IMPOSSÍVEL ADORAR SEM O NOVO E DEFINITIVO PACTO. vv11-15. “. 11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo {não feito por mãos, isto é, não desta criação}, 12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. 13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, 14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? 15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.”
a) Um novo pacto revisa ou substitui um pacto antigo que por insuficiência ou porque o seu prazo expirou precisa de um novo. O primeiro pacto era limitado no tempo e no espaço.
b) O primeiro pacto era marcado por símbolos que eram figuras de uma aliança preparatória e provisória, apenas sombras de uma realidade que haveria de ser consumada em um pacto novo e definitivo com simbologias próprias.
c) Um novo pacto requer rompimento com o velho e uma adequação às exigências do novo pacto.
APLICAÇÃO. Orientado pela Lei de Moisés, o povo de Israel tinha um santuário, o tabernáculo, e um sumo sacerdote que servia como um intercessor pelo povo diante de Deus. Na carta aos Hebreus, Jesus Cristo é identificado como o Sumo Sacerdote, o ministro do tabernáculo feito por Deus e não por homens. “15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.” Jesus Cristo, como nosso sumo sacerdote e sacrifício expiatório em um novo pacto é o único que tem o poder de encerrar o velho e provisório pacto e inaugurar um novo e definitivo pacto (Atos 4.12 e Hb 9.6-9). Ficar preso aos rudimentos do velho pacto é descrer da validade e da suficiência do novo pacto em Cristo.

2- É IMPOSSÍVEL ADORAR SEM UM LUGAR NOVO E EQUIPADO. V1-5. “1 Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um santuário terrestre. 2 Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar; 3 mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos, 4 que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto; 5 e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.”
a) O velho lugar atendia a necessidade humana de uma simbologia que testemunhava externamente o poder de Deus e que requeria do ser humano uma participação pública ativa no processo de adoração. Em Êxodo Moisés registrou a construção do tabernáculo (capítulos 25-30), uma tenda dividida em duas salas por um véu. A sala maior era o Santo Lugar e a menor era o Santo dos Santos (9:1-5).
b) O velho lugar atendia a limitada compreensão humana sobre Deus e sobre a amplitude de Sua ação. O novo pacto revela um Deus onipresente e atuante dentro e fora de Sua criação, um Deus sem fronteiras e que permite que todos os seres humanos e aproximem dEle e estejam em Sua presença por meio da fé em Jesus Cristo.
c) O novo pacto tem um mediador, Jesus Cristo, que com o seu sangue alcança a todos os pecadores, inclusive os da velha aliança (9:15). As coisas do tabernáculo eram purificadas com o sangue de animais, mas Jesus ofereceu um sacrifício melhor e completo, único que pode obter a redenção definitiva do pecado.
APLICAÇÃO. Os sumos sacerdotes do Velho Pacto ofereciam sangue de animais todos os anos pelos pecados do ano anterior, inclusive pelos pecados deles próprios, mas Jesus entrou no céu, uma vez por todas para expiação dos nossos pecados e ofereceu o seu sangue por nós (9:12, 27-28).
CONCLUSÃO. Quando Jesus Cristo morreu na cruz, o véu que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos foi rasgado (Mateus 27:51), a partir desse evento o ser humano passou a poder se reconciliar em definitivo com Deus, pois por meio do sacrifício de Jesus Cristo o acesso ficou disponível a todos. (veja Hebreus 6:19-20; 10:19-22)! Em 2 Co 5.18-21 temos o resultado disso: “18 E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; 19 Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. 21 Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” Portanto, fomos reconciliados com Deus por meio de Jesus Cristo para uma vida de adoração que também sirva de mediação entre os seres humanos não convertidos e Deus, uma vida de adoração que seja fruto de intimidade e profunda comunhão com o Pai Eternoe com os nossos irmãos em Cristo. Creia e viva adoração!

O SACRIFÍCIO DE LOUVOR ACEITÁVEL - HEBREUS 13.1-25

Hebreus 13.1-25; Salmo 40.5-11 - O SACRIFÍCIO DE LOUVOR

“1 Permaneça o amor fraternal. 2 Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos (Gn18). 3 Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. 4 Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará. 5 Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. 6 De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem? 7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. 8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. 9 Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque bom é que o coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram proveito algum aos que com eles se preocuparam. 10 Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. 11 Porque os corpos dos animais, cujo sangue é trazido para dentro do santo lugar pelo sumo sacerdote como oferta pelo pecado, são queimados fora do arraial. 12 Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. 13 Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu opróbrio. 14 Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura. 15 Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. 16 Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada. 17 Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. 18 Orai por nós, porque estamos persuadidos de que temos boa consciência, sendo desejosos de, em tudo, portar-nos corretamente. 19 E com instância vos exorto a que o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído. 20 Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas, 21 vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em nós o que perante ele é agradável, por meio de Jesus Cristo, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém. 22 Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis estas palavras de exortação, pois vos escrevi em poucas palavras. 23 Sabei que o irmão Timóteo já está solto, com o qual, se ele vier brevemente, vos verei. 24 Saudai a todos os vossos guias e a todos os santos. Os de Itália vos saúdam. 25 A graça seja com todos vós.”

INTRODUÇÃO. Por que o autor dirige a carta aos hebreus e não aos israelitas ou aos judeus? Aos israelitas ele confinaria a verdade ao povo que parou no tempo e manteve o seu coração endurecido; aos judeus ele vincularia o cristianismo com uma religião que se afastou da verdade original e se deixou contaminar por doutrinas de homens e rituais vazios. Aos hebreus é um apelo à honra de um povo peregrino por natureza e que tinha como único apego o seu compromisso de fé e de amor ao único Deus. Um verdadeiro “hebreu” vivia em constante progresso material e espiritual, não se acovardava e nem desistia de sua caminhada, perseverava na fé no Eterno e prosseguia superando obstáculos geográficos, enfrentando os adversários e as adversidades, sempre vivendo pela fé nas promessas do Deus altíssimo. O hebreu no auge da fé sabia o que significava sacrificar.
Sacrifício é algo que para ser realizado se faz necessário grande empenho. Quando pensamos em sacrifício, logo nos vem a mente algo que implica muito sofrimento e dor intensa, portanto deve valer a pena. Sacrifício também pode significar renúncia de algo de valor em prol de alguém ou de alguma causa. Sacrifício aceitável é aquele que se justifica e pode ser considerado de valor. Assim é o sacrifício que Deus requer de seus filhos. “No Judaísmo, o sacrifício é conhecido como Korban, palavra oriunda do hebreu karov, que significa "vir para perto de Deus".
Basicamente, os sacrifícios tinham quatro finalidades: louvor e adoração; exprimir gratidão; implorar auxílio; pedir perdão. Eram praticados os sacrifícios sangrentos e os sacrifícios não sangrentos. Nos sangrentos animais eram imolados (o cordeiro, a cabra, o boi e a pomba) e queimados total ou parcialmente no altar, conforme a qualidade do sacrifício oferecido. Os sacrifícios sangrentos eram divididos em holocausto (soberania de Deus), sacrifício pacífico (agradecer e pedir graça) e sacrifício expiatório (pedir perdão). Nos não sangrentos eram oferecidas ofertas de perfumes, flor de farinha com óleo, bolos, pães não levedados, e também libações de vinho. Mas, todos esses sacrifícios e ofertas não passavam de sombras e figuras de significação apenas simbólica, o único sacrifício que satisfez completamente a Deus foi o da imolação de Jesus Cristo em nosso lugar.


G.I. DEUS ESPERA DE CADA FILHO SEU SACRIFÍCIOS DE LOUVOR, FRUTOS DE LÁBIOS QUE FIÉIS CONFESSAM JESUS CRISTO COMO SENHOR.
S.T. VAMOS CONHECER OS OS ELEMENTOS INDISPENSÄVEIS AO SACRIFÍCIO DE LOUVOR ACEITÁVEL.
1 SACRIFÍCIO DE LOUVOR É ACEITÁVEL QUANDO TEM AMOR FRATERNAL, MANIFESTO NA HOSPITALIDADE E NA COMPAIXÃO. vv1-3. “1 Permaneça o amor fraternal. 2 Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos. 3 Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.” A essência de todo sacrifício era o amor para com Deus, portanto, a Palavra nos revela ser impossivel agradar a Deus sendo indiferente para com o próximo.
“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” Marcos 12:29-33
- HOSPITALIDADE É O PRAZER EM ACOLHER E AJUDAR AS PESSOAS. O amor de Deus em nós e o amor que temos por Deus nos envolve de prazer que é manifesto na acolhida e comunhão com os irmãos. Em tempos difíceis de lutas e perseguições, a hospitalidade era algo de extrema importância, fazia a diferença para a vida daqueles que eram acolhidos, todavia, exigia um amor corajoso daqueles que hospedavam. Hospedar é um elemento indispensável ao sacrifício de louvor. “O que ama ao seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei.” (Rm 13:10).
- COMPAIXÃO É SOFRER COM O SOFRIMENTO DO OUTRO. Compaixão é se importar. Jesus Cristo em seus ensinou mostrou toda a sua indignação contra a indiferença dos religiosos do seu tempo. A parábola do bom samaritano, a ressurreição do filho da viúva de Nain, atendeu a Nicodemos, comer em casa de Zaqueu e absolvição da mulher adúltera foram exemplos contundentes de Jesus em favor de uma amor que não faz acepção de pessoas e em nenhuma sitiação fica indiferente. O autor de Hebreus reafirma os mesmos sentimentos de Jesus e de Paulo em Romanos 12.15 e Gálatas 6.2: "Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram"... “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.”
APLICAÇÃO. Sacrifícios de louvor que pretendem ser aceitos por Deus devem ser movidos por um amor sincero, amor que nos constrange ao acolhimento das pessoas e ao sentimento de verdadeira compaixão por elas, sem nenhuma sombra de discriminação ou preconceitos. Seguindo o exemplo do autor nos versos 18-25, oremos uns em favor dos outros e nos ajudemos na caminhada da fé, sempre crendo no poder de Deus que nos supre e nos aperfeiçoa em tudo.
2 SACRIFÍCIO DE LOUVOR É ACEITÁVEL QUANDO TEM LEITO SEM MÁCULA, TESTEMUNHADO NA HONRA CONJUGAL E FAMILIAR. v4. “4 Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará.” Todo o sacrifício selava ou renova uma aliança com Deus. A fidelidade matrimonial é requerida para um sacrifício de louvor e traduz toda importância da família para Deus.
- O LEITO É RESULTADO DE UMA ALIANÇA NA PRESENÇA DE DEUS. Muitos naquele tempo, não diferente de hoje, prestavam sacrifícios a Deus e mantinham uma vida de pecado. Os sacrifícios eram apenas de aparências, podiam até impressionar e agradar aos homens, mas não eram aceitáveis a Deus.
- O LEITO É O BERÇO DA HONRA E DA FIDELIDADE A DEUS. É a partir do berço que cada pessoa que nasce aprende a amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, a ter fé e esperança na Palavra de Deus, e a construir relacionamentos saudáveis respeitando os indivíduos e as autoridades constituidas. O sacrifício é aceitável a Deus quando os valores cristãos éticos e morais são ensinados e praticados no seio familiar.
- APLICAÇÃO. Sacrifícios sem pureza e santidade foram e serão sempre rejeitados por Deus. Encontramos esta verdade de Jesus em Mateus 15.8, confirmada em 1 Coríntios 16.22 e Tito 1.16, onde lemos: "Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim".... "Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra". "Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema".

3 SACRIFÍCIO DE LOUVOR É ACEITÁVEL QUANDO TEM DESPRENDIMENTO E LIBERALIDADE, PROVA DA CONFIANÇA EM DEUS. vv5,6,17. “5 Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. 6 De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?”... “16 Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.” Sacrifício implica em doar de si mesmo e envolve renúncia própria com elevado grau de desapêgo. Para o sacrifício ara entregue o melhor que a pessoa possuia, e o melhor muitas vezes era tudo o que a pessoa tinha.
- A ISENÇÃO DE GANÂNCIA É SINAL DE DESPRENDIMENTO LIBERAL. O ganancioso é uma pessoa que visa vantagens em tudo e tem um coração apegado aos seus bens. O sacrifício de louvor não tem como propósito a obtenção de lucros, pois o que mais importa é agradar a Deus servindo à obra e fazendo o bem ao próximo.
- A ISENÇÃO DE GANÂNCIA É SINAL DE CONFIANÇA EM DEUS. O ganancioso normalmente tem mão fechada e age como avarento, sempre com medo de perder e de amanhâ lhe faltar o suprimento. Na verdade. o ganancioso acha que tudo o que conseguiu foi adquirido por esforço e mérito próprios, por isso acha injusto compartilhar o que tem com alguém. Uma que desconfia de tudo e de todos, inclusive de Deus, ao ganancioso fica quase impossível agradar a Deus.
- APLICAÇÃO. O sacrifício de louvor é o reconhecimento de que de Deus recebemos tudo e a devolução de parte por meio do sacrifício é apenas um gesto de gratidão e louvor ao Deus Eterno que nos sustenta em tudo. Paulo, após receber a ajuda dos irmãos da igreja primitiva agradece em Filipenses 4.19,20 dizendo: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Amém.”
4 SACRIFÍCIO DE LOUVOR É ACEITÁVEL QUANDO É FRUTO DE SUBMISSÃO À PALAVRA DE DEUS. vv7-9,17. “7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. 8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. 9 Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque bom é que o coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram proveito algum aos que com eles se preocuparam.” O povo em geral, inclusive o povo de Deus, sempre foi inclinado à prática de rituais desprovidos de um significado de fé mais profundo. Nem sempre nos perguntamos se o que estamos praticando de fato tem ou não tem fundamento na Palavra de Deus. Para que o sacrifício de louvor possa ser aceito é indispensável seguir os parâmetros da Palavra de Deus.
- A SUBMISSÃO É A BUSCA SANTA DE CRER, PRATICAR E PERSEVERAR NA PALAVRA. Na hora das aflições e perseguições muitos preferem os caminhos fáceis e de soluções mais rápidas. Muitos não sabem o que significa esperar e muito menos perseverar na fé, por esse motivo abandonam compromissos e a fidelidade à Palavra com muita facilidade. Em Tiago 1.22 e em 2 Timóteo 4:3-5 temos a seguinte exortação à perseverança: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. ...” Sem perseverar na Palavra ninguém alcança o coração de Deus.
- A SUBMISSÃO É A OBEDIÊNCIA AOS QUE NOS ORIENTAM E AOS QUE SÃO RESPONSÁVEIS EM NOS APRESENTAR A DEUS. O povo de Deus é advertido em Hebreus a amar e respeitar aos seus líderes, pessoas pelas quais deveriam orar e favorecer, para que não fizesem a obra gemendo em agonia por conta dos sofrimentso causados por quem deveria ajudar. “17 Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. 18 Orai por nós, porque estamos persuadidos de que temos boa consciência, sendo desejosos de, em tudo, portar-nos corretamente. 19 E com instância vos exorto a que o façais, para que eu mais depressa vos seja restituído.” O sacrifício de louvor não funciona na rebeldia e desobediência.
APLICAÇÃO. Os maus exemplos sempre nos marcam muito e, por vezes, somos tentados a nos guiar por eles. Mas, a Palavra no versículo sete nos convida para um olhar de sabedoria: “7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé. 8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. O autor garante que imitando a carreira dos líderes fiéis todos os crentes podem esperar na imutável fidelidade de Jesus Cristo, para receberem o mesmo prêmio reservado aos que são fiéis ao Senhor até o fim.
5 SACRIFÍCIO DE LOUVOR É ACEITÁVEL QUANDO RECONHECEMOS O SACRIFÍCIO DE JESUS CRISTO COMO SUFICIENTE. vv10-15. “10 Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo (no judaísmo, aos sacerdotes levíticos era permitido comer partes de alguns dos sacrifícios oferecidos, menos da oferenda pelo pecado - Levítico 16:27). 11 Porque os corpos dos animais, cujo sangue é trazido para dentro do santo lugar pelo sumo sacerdote como oferta pelo pecado, são queimados fora do arraial. 12 Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta (o Dia da Expiação os animais eram queimados fora do acampamento - Jesus foi crucificado fora da cidade). 13 Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu opróbrio. 14 Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura. 15 Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.” A Palavra deixa claro que para usufruir das bênçãos celestiais é indispensável que o crente pague o preço de deixar as crenças do passado e os pecados. Os hebreus saíram do judaísmo e deveriam permanecer em Cristo.
- RECONHECER O SACRIFÍCIO DE JESUS CRISTO É TER JESUS COMO OFERENDA COMPLETA PELOS NOSSOS PECADOS. Retroceder na fé por medo ou por culpa, buscar adicionar outros recursos para completar ou garantir a salvação é o mesmo que cair da graça de Cristo. Em Gálatas 5:4-8 lemos: “4 Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído. 5 Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. 6 Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. 7 Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chamou.” O crente não depende da Lei de Moisés e nem de rituais de quaisquer naturezas para alcançar o coração de Deus. O único caminho para ter o sacrifício de louvor aceito por Deus é aceitar a suficiência da graça de Jesus Cristo.
- RECONHECER O SACRIFÍCIO DE JESUS É ASSUMIR E CUMPRIR O SACERDÓCIO INDIVIDUAL. Os sacrifícios da antiga aliança cessaram com o sacrifício de Jesus Cristo. A partir da nova aliança, inaugurada com o sacrifício de Jesus Cristo, o sacerdócio de cada crente é uma verdade que deve ser praticada, pois cada salvo prestará contas do seu ministério a Deus. Foi para realizar o sacerdócio individual que Deus nos salvou e capacitou; a todos os convertidos foram distribuídos dons espirituais, para que cada crente seja apto para edificar a igreja e proclamar o evangelho da salvação aos perdidos. Em 1 Pedro 2:5,9 este sacerdócio é apresentado como vocação: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. ... Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; ...” Se queremos que Deus aceite o nosso sacrifício de louvor, é vital que o tenhamos como cumprimento do nosso sacerdócio santo.
- APLICAÇÃO. A vontade de Deus é que cada filho Seu se inspire na obra do sacerdócio de Jesus Cristo e cumpra a sua vocação neste mundo vivendo o sacerdócio individual, apresentando sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Em Romanos 12.1-2 lemos: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
CONCLUSÃO. Deus hoje não espera de seu povo holocaustos ou sacrifícios penitenciais, pois o preço final da nossa dívida por causa dos nossos pecados foi pago no sacrifício realizado por Jesus Cristo na cruz. Deus requer de nós um coração transformado e comprometido em fazer a vontade dEle. Davi após pecar, quando confrontado pelo profeta Natã, assimilou bem aquilo que realmente interessava a Deus, diz ele no Salmo 51:16-17: “16 Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. 17 Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” E o mesmo Davi no Salmo 40.5-11 diz: “5 Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar. 6 Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. 7 Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. 8 Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. 9 Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes. 10 Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade. 11 Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.” Por meio de uma vida de fidelidade ao Senhor, apresente a sua vida a Deus como um sacrifício de louvor aceitável.

A QUEM ADORAR? HEBREUS 1.1-8

A QUEM ADORAR? - Hebreus 1.1-8 (6)
“1 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; 3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, 4 feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. 5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? 6 E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. 7 Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo. 8 Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.”
INTRODUÇÃO. É da natureza humana o desejo de manter contato com o mundo espiritual e criar para si pessoas e objetos de adoração, e por isso, é muito comum cada nação ter o seu panteão (pan = todo + theós = deus) sagrado, seu conjunto de deuses. Povos primitivos e povos como os egípcios, assírios, babilônios, persas, gregos, romanos foram caracterizados pelas suas culturas religiosas e de conquistas, culturas essas marcadas pela abertura à introdução de novas divindades em seus conjuntos de deuses. Esta dúvida sobre deuses e adoração sempre esteve presente, inclusive no meio do povo de Deus – basta lembrar de Arão com o bezerro de ouro e da pergunta da mulher samaritana a Jesus. Ainda hoje, mesmo a igreja tendo das Escrituras Sagradas a exortação sobre o dever da adoração exclusiva ao Senhor Jesus Cristo, a fraqueza humana e os falsos mestres têm induzido muitos ao erro da idolatria. Na Bíblia, Deus revela sua indignação contra as muitas formas de idolatria (Êxodo, Salmo 15 e etc.) e exige adoração exclusiva. Em Atos 17.23 temos o relato da visita de Paulo aos gregos, que fizeram deuses para si e para que nenhum deus ficasse de fora, fizeram altar até para um deus desconhecido.
O texto de Hebreus é uma resposta para a inquietude humana sobre a adoração: a quem adorar e como adorar? Esta Palavra aos hebreus é uma exortação sobre a suficiência e superioridade de Jesus Cristo como Deus e como único objetivo e objeto de nossa adoração. O livro de Hebreus foi escrito com o propósito de alertar cristãos confusos quanto à adoração para que não desanimassem e não retrocedessem na fé, pensando em voltar a viver sob a Lei de Moisés.
G.I. OS VERDADEIROS FILHOS DE DEUS SE DEDICAM EM ADORAR A JESUS CRISTO COMO DEUS E REI POR TODA A ETERNIDADE.
S.T. O ESPÍRITO SANTO EM HEBREUS NOS ENSINA A QUEM DEVEMOS ADORAR E PORQUE ADORAR.
1 ADOREMOS AO CRIADOR E HERDEIRO DE TODAS AS COISAS. v1,2. O cristão deve ser convicto de que não segue a homens e nem a ídolos feitos por homens, mas segue aquele que nos criou e nos fez templo Seu para que o adoremos, o mesmo que é herdeiro e também nos fez herdeiros de Deus para a vida eterna. Em Atos 17.23-38 lemos: “23 Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; 25 Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; 26 E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; 27 Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; 28 Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.”
1.1- PARA QUE O ADOREMOS, A PESSOA, A OBRA E O PROPÓSITO DE JESUS CRISTO NÃO PODEM SER DESCONHECIDOS. Reconhecer e adorar a Deus em toda a sua majestade é algo tão grave que Deus usou de vários meios para se revelar, e, de modo especial, usou o próprio filho para fazer a Sua vontade conhecida aos homens. É a vontade de Deus que anunciemos a todos quem Ele é e o que Ele quer da humanidade. No Salmo 100 o salmista clama: “1 [Salmo de louvor] Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. 2 Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto. 3 Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. 4 Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. 5 Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração.” Adorar é revelar a Cristo.
1.2- PARA QUE O ADOREMOS É INDISPENSÁVEL CONHECER DE CRISTO COMO HERDEIRO POR FILIAÇÃO E CRIAÇÃO. Jesus é o filho de Deus e herdou do Pai o reino, a missão de através de Seu sacrifício reunir para si um povo santo e poder sobre todas as coisas. Também somos participantes das promessas e reino de Deus, por criação e filiação em Cristo. Em João 1.12,13 lemos: “12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; 13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” Fomos criados por Deus e recriados por Cristo como novas criaturas. E os que nEle foram feitos filhos de Deus herdaram poder para construir a sua parte na vida cristã. No entanto, nem uma construção é válida sem antes termos adquirido a filiação para qual fomos eleitos, por meio da fé em Jesus Cristo. Em Romanos 8.17 lemos: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” Adorar é ser filho e fazer a nossa parte no reino de Deus.
2 ADOREMOS AQUELE QUE É O RESPLENDOR DA GLÓRIA. v3. O cristão deve ter como convicção a verdade absoluta de que não há glória de Deus fora de Jesus Cristo. Jesus é a mais completa e perfeita revelação da glória de Deus possível ao ser humano. Em João 12:42-45 lemos: “42 Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga. 43 Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus. 44 E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. 45 E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.”
2.1- PARA QUE O ADOREMOS DEVEMOS CONTEMPLAR EM CRISTO A EXPRESSÃO DA IMAGEM DE DEUS. Deus espera que sejamos a imagem de Cristo para que o mundo veja o primogênito através dos seus filhos por Cristo. “3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser...” A imagem do Ser é a imagem perfeita de Deus e a expressão que Deus quer que também sejamos em Cristo, o varão perfeito. Adorar é buscar aperfeiçoar-se na estatura de Cristo.
2.2- PARA QUE O ADOREMOS DEVEMOS CONFIAR EM SEU PODER SUSTENTADOR DE TODAS AS COISAS. A idéia de sustentar envolve responsabilidade e capacidade para nos manter protegidos e purificados dentro do Seu reino de glória. “3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados...” Assim, adorar é confiar plenamente nEle como o nosso sustentador.
2.3- PARA QUE O ADOREMOS DEVEMOS ACREDITAR QUE CRISTO ASSENTOU-SE À DIREITA DA MAJESTADE. Quem assentou-se à direita do Pai foi Jesus Cristo e não nós, assim Ele é e tem a Majestade com o Pai. O entendimento é de que o Pai tem inteira confiança nEle e com o Pai Ele governa e do Pai Ele pode nos conceder tudo o que Ele quiser. Em João 14:6-11 lemos: “6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. 8 Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10 Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. 11 Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.” Adorar é reconhecer e confessar a majestade de Cristo.
3 ADOREMOS AQUELE QUE HERDOU O NOME MAIS EXCELENTE. v4-8. Para acabar com as dúvidas, o autor afirma que o nome de Jesus está acima de todos os nomes e é assim que Deus quer que o recebamos, o confessemos e nos curvemos diante dEle. v4-8. “4 feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. 5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? 6 E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem”.
3.1- PARA QUE O ADOREMOS É FUNDAMENTAL RECEBER JESUS COMO FILHO PRIMOGÊNITO DE DEUS. Para a cultura antiga, especialmente a hebraica, o nome e a ordem de nascimento indicavam o significado da pessoa para a família e a honra que hierarquia familiar. O nome de Jesus era excelente por ser o filho de Deus, Cristo, messias de Deus para a salvação do mundo; o nome de Jesus era excelente por ser o primogênito de muitos que viriam a ser filhos de Deus por meio da fé nEle; a primogenitura aqui é a responsabilidade dEle com todos nós. Em Atos 4.12 Lemos: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Adorar é receber Jesus com primogênito de Deus.
3.2- PARA QUE O ADOREMOS TEMOS QUE CONFESSAR O NOME DE JESUS COMO REI E SENHOR. Todos os que confessam a Jesus Cristo devem se curvar aos pés dEle e aceitar o Senhorio dEle como 100% Deus e 100% homem. Em Apocalipse 1:8 lemos: “Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” E Em Filipenses 2:9-11 lemos: “9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; 10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, aquele que tem domínio sobre todas as coisas.” Adorar é confessar, confessar é exaltar a quem você confessa.
3.3- PARA QUE O ADOREMOS TEMOS QUE NOS CURVAR AO SEU REINADO. O filho de Deus tem o cetro da equidade da aliança eterna e o Seu Reino subsiste eternamente. A aliança antiga era transitória como um noivado enquanto o noivo e a noiva se comprometem e se preparam para o casamento. Em Mateus 28.17-21: “17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 21 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Assim, adorar é se curvar diante do Rei e Deus, Jesus Cristo.
CONCLUSÃO. O autor da carta aos hebreus nos apresenta a suficiência e superioridade do Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, Rei dos reis, o Deus a quem devemos honrar e nos submeter. Em Isaías 9.6 lemos: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Assim, conhecendo e crendo na suficiência e superioridade do Senhor Jesus Cristo, devemos honrar e nos submeter a Ele, mantendo a nossa fé nEle como definitiva e inabalável.

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